51 - Anticoagulante e enfarte miocárdico, Publicações Médicas, 1962; 33:3-12

Inéditos aspectos na literatura mundial.

Registramos o fracasso dos anticoagulantes cumarinicos e heparina na sustação da AI e prevenção do EAM no período de 1944-1954.

Resumo:

O autor não faz uso de anticoagulante no tratamento do enfarte miocárdico, porque não acredita que ele seja capaz de impedir qualquer fenômeno trombotico quando haja condições locais para o seu desenvolvimento.

Apresenta a sua série de 266 casos de enfarte miocárdico tratados sem anticoagulante e 30 casos em que foi mantida a medicação anticoagulante pré-estabelecida, fazendo repouso absoluto de 50 dias, movimentação passiva dos membros inferiores, variação postural no leito e exercitação respiratória, além da medicação vasodilatadora.

Destaca a baixa mortalidade de 7,7%, a observação de apenas 2 casos de tromboflebite dos membros inferiores sem embolismo pulmonar e 3 casos de embolias sistêmicas cerebrais, com recuperação e sobrevida de todos eles.

A causa de óbito mais comum foi a insuficiência cardíaca em 14 casos, a morte súbita em 6 e o choque periférico irredutível em 3 casos.

Registrou 7 casos de aneurisma ventricular pós-enfarte, 11 casos de síndrome de Dressler (14,8%) nos últimos 2 anos e 129 casos de insuficiência cardíaca, com recuperação funcional em 109 casos.

 

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