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Colesterol alto Instituto de Combate ao Enfarte do Miocárdio
Nova explicação para a aterosclerose: A Teoria da Acidez, provocada por estresse contínuo.
por Carlos Monteiro
Certamente todos os tecidos mudam com a idade. Existe uma mudança anatômica e química. A acidez dos tecidos aumenta com a idade; isto favorece a precipitação do colesterol. (O. J. Pollak, 1952)
Diversas teorias tem sido formuladas com relação a doença arterial coronária. Entretanto, o desenvolvimento da aterosclerose é um processo complexo sendo que nenhuma teoria explica claramente sua causa. Aqui é apresentado resumo de nova hipótese onde a acidez, desencadeada por estresse contínuo, tem um importante papel no mecanismo gerador das lesões ateroscleróticas, dando uma nova perspectiva para o entendimento da sua etiologia e patogênese. O conceito da teoria da acidez na aterosclerose nasceu a partir da demonstração de cientistas na Califórnia, de que o estiramento/relaxamento normal de uma artéria não produz aterosclerose, enquanto que o estiramento/relaxamento da artéria em diferentes direções de forma simultânea, em cada batimento cardíaco, produz aterosclerose (Kaunas et al. 2006).
Leia também do mesmo autor: “O Estresse Mental no Desencadeamento do Infarto Agudo do Miocárdio” em http://www.infarctcombat.org/polemica-37/icem.html
Curiosos quanto aos precursores das forças mecânicas sobre o fluxo coronário, gerando lesões ateroscleróticas, fizemos uma pesquisa na literatura médica chegando aos seguintes achados:
Adicionalmente, encontramos na literatura médica os seguintes vínculos entre aterosclerose e estresse psico-emocional:
Muitos processos de doenças cardiovasculares, incluindo isquemia miocárdica, insuficiência cardiaca congestiva, angina do peito instável, enfarte agudo do miocárdio, síndrome do coração partido, arritmias e isquemia cerebral são precipitadas ou pioradas por perturbações no sistema nervoso autônomo.
O coração é um órgão com alta atividade metabólica sendo susceptível a quedas no pH como acontece durante a isquemia e hipóxia, gerada por uma excessiva estimulação do sistema simpático. O sobre-estímulo simpático com a liberação de catecolaminas cardiotóxicas, principalmente oriundas dos terminais nervosos, junto com alterações na atividade da bomba sódio potássio, podem levar a um aceleramento no metabolismo anaeróbico miocárdico, com um significativo aumento na produção de lactato.
Sobre os efeitos da redução do estresse através de diferentes meios e do tratamento com agentes simpaticolíticos mostrando regressão ou menor progressão da aterosclerose, encontramos os seguintes estudos na literatura:
A teoria da acidez na aterosclerose
Baseados nos achados acima descritos e levando em conta que o pH na dominação simpática migra para acidez, formulamos uma nova hipótese para explicar a causa da doença arterial coronária através de repetidas injúrias ao endotélio, com conseqüente precipitação do colesterol. A seqüência de eventos na teoria da acidez:
Segundo nosso ponto de vista a doença cardíaca é dual, com os processos patológicos acontecendo em seqüência, sendo iniciada pela doença arterial coronária (teoria da acidez) que gera, em grande parte das vezes, a doença miocárdica (teoria miogênica). É importante ressaltar que a doença miocárdica também pode acontecer em casos sem obstrução coronária aparente. O estresse é o principal desencadeador em ambas hipóteses.
Parafraseando George E. Burch, cardiologista e professor (1972): "O paciente com doença arterial coronária não morre da doença coronária, ele morre da doença miocárdica!”
Nota: Mais informações e referências bibliográficas sobre a teoria da acidez podem ser encontradas no Preprint versão em Português, contendo o texto completo do artigo "Ambiente ácido evocado por estresse crônico: Um novo mecanismo para explicar a aterogênese", em http://www.infarctcombat.org/AcidityTheory-p.pdf
Blog discutindo novas evidências em favor da teoria da acidez na aterosclerose em http://teoriadaacidez.blogspot.com
Cartas e press releases a respeito da teoria da acidez na aterosclerose:
Sobre o autor: Carlos Monteiro é pesquisador independente e presidente do Infarct Combat Project. Defensor da teoria miogênica do enfarte do miocárdio, desenvolvida em 1972 por Quintiliano H. de Mesquita, de quem é discípulo, acompanhando-o durante 28 anos, continua seu seguidor no plano científico. É membro não-oficial da rede internacional dos céticos quanto a culpa atribuída ao colesterol (THINCS – http://www.thincs.org). Também é membro do conselho honorário da Weston A. Price Foundation (http://www.westonaprice.org/board.html). O jornal da Fundação, Wise Traditions in Food, Farming, and the Healing Arts, publicado trimestralmente, é dedicado a explorar a validação científica da dieta, agricultura, e tradições médicas em toda a parte do mundo. A homepage de Carlos Monteiro é http://www.infarctcombat.org/cm/homepage.html
Infarct Combat Project O Infarct Combat Project (http://www.infarctcombat.org) é uma organização internacional sem fins lucrativos providenciando informação, pesquisa e educação na luta contra a doença cardíaca. Suas páginas em português estão em http://www.infarctcombat.org/OInstituto/
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